Barbara Cristina ;

Playing with Feelings, capítulo 123
Terça, 30 de Agosto, 12:31, casa dos meninos

Thur:

Eu estava completamente arrasado, destruído, eu não existia mais, ou existia e não vivia. Era absurda o tamanho da minha dor. Havia deixado Lua no hospital, contado ao Sr. Blanco toda a história, e voltei para a casa. Não iria olhar para a minha irmã, com o coração batendo por ela de outra maneira. Eu não podia acreditar. Suspirei sentindo meu coração apertado.

– E aí cara, está tudo bem? –Mica apareceu na porta

– Está tudo mal –respondi baixo, sem olhá-lo.

– Eu não sei o que dizer..

– Não diga nada. Me deixe sozinho por favor.

Ele saiu puxando a porta, todos estavam abalados pela nossa situação. Liguei para Sol, que provavelmente também estava sofrendo muito.

.Ligação mode on.

– Alô, Thur? –a voz da menina já demonstrava sua tristeza

– Olá princesa, como você está?

– A verdade é que eu não estou.

– Ela continua sendo a sua irmã.

– Mas ela não continua sendo a Lua Blanco.

– Como assim?

– Desde que eu voltamos do hospital, ela não para de chorar. Está doendo em mim vê-la assim Thur..

– E está doendo em mim saber disso. Muito. –não consegui segurar as lágrimas e comecei a chorar como um bebê.

– Venha pra cá Thur..

– Eu não posso.

– Ela se trancou no quarto, vou até vê como ela está. –ouvi ela bater na porta e dizer “Lua, você está aí?” o silêncio tomou conta e ela começou a socar a porta– Arthur, eu estou sozinha em casa, meu pai foi buscar Marina pra conversar com Lua, a porta ta trancada e pela fechadura estou vendo a Lua caída no chão. Arthur minha irmã –ela chorava em desespero

.Ligação mode off.

(Leiam escutando a música: I Won’t Let You Go – James Morrison)

Saí em disparada para a casa de Lua, em menos de dez minutos eu estava lá, sendo que aquele trajeto me custaria uns quinze minutos normalmente. Entrei e já encontrei Billy chorando na sala, meu coração parou naquele momento.

Subi para o quarto ouvindo a gritaria de Sol, que dizia “Eu quero a minha irmã” passei em frente ao seu quarto e avistei Marina acalmando a pequena, ela também chorava.

Sem pensar duas vezes segui para o quarto de Lua e me deparei com a seguinte cena: Lua caída no chão, com uma caixa de remédios ao seu lado. Puxei-a para meu colo, ela estava fria, pálida, os lábios roxos.

– Lua fala comigo –segurei em seu pulso, mas não havia pulsação nenhuma, comecei a chorar desesperadamente– LUA O QUE VOCÊ FEZ? PORQUE FEZ ISSO COMIGO? VOLTA PRA MIM, LUA.. A GENTE PROMETEU QUE SERIA PRA SEMPRE.. VOLTA PRA MIM MEU AMOR, POR FAVOR. EU VOU TE AJUDAR, VOCÊ VAI FICAR BEM –peguei-a no colo e sai carregando-a pela casa, descia as escadas e vi bombeiros entrarem na casa retirando-a de meu colo.

Foi algo realmente muito rápido, eles levaram Lua para dentro da ambulância e ali mesmo começaram o atendimento, eu não sai de perto. Pude vê eles rasgarem a blusa de Lua e lhe darem o primeiro choque, seu corpo estremeceu, mas nenhuma resposta foi dada. Novamente tentaram, e nada, e outra vez, e outra. Deixei-me cair no chão, chorando. Vi Sophia aparecer, ela chorava em desespero e gritava por Lua. Pude ouvir o socorrista dizer:

– Eu sinto muito.

Fechei os olhos me sentindo cair em um buraco sem fim. Eu precisava estar com Lua. A gente havia feito uma promessa. Me levantei e me aproximei dela, depositando meu último beijo em  sua boca roxa e gélida. Acariciei seu rosto, minhas lágrimas caiam sobre o mesmo.

Segui em disparada para o meu carro, estava doendo, estava sufocante, eu estava perdido, eu estava morto. Dirigir na maior velocidade possível, enquanto isso, vários flashbacks vieram a minha cabeça.

.Flashback mode on.

Lua e Arthur com oito anos de idade:

– Eu não quero mais brigar com você, eu exagerei –ele disse e ela sorriu

– Eu sabia que você voltaria atrás.

– Porque a certeza?

– Porque como eu, você não vive sem mim.

– É –ele coçou a cabeça– Você tem razão.

– Promete que estaremos juntos para sempre, haja o que houver?

– Sempre –ele sorriu, ela também. Ambos que estavam frente a frente entrelaçaram suas duas mãos.

– Eu amo você –disseram em uníssono.

.Flashback mode off.

Eu chorava em desespero, eu a queria de volta, eu a queria comigo.. logo a frente havia um precipício e eu acelerei ainda mais o carro, derrubando os cones, algumas barragens e caindo sobre ele.

 Eu não poderia viver em um mundo que não existisse Lua Blanco, eu não poderia seguir sem ela. A dor, a saudade, isso me mataria aos poucos, e porque não adiantar este encontro? Eu havia prometido, e eu cumpri.. eu cumpri.

Narração:

Uma amizade, que se tornou um amor, uma promessa que se foi cumprida, porém duas pessoas que se foram perdidas. Porque o para sempre, deve ser realmente para sempre. Talvez esta fora mais uma história típica de Romeu e Julieta, ou talvez, apenas mais uma história de um GRANDE AMOR PROIBIDO.

FIM!

exercitorbr:

Príncipe. Não conheço adjetivo mais singular para te ” traduzir ”. Você é fofo, é meigo, tem carinha de anjo, e se comporta como um, afinal de contas, você é um; o MEU anjo. Ei, eu amo você. Isso nem é mais novidade, é fato.

Eu me lembro bem do primeiro dia em que eu te vi na TV, você estava lá, todo maravilhoso; uniforme do Elite Way, topetinho bem arrumado, carinha debebê, bem do jeito que eu o vi nos dias seguintes também. Me apaixonei de cara por esse rostinho de neném, essa voz linda - e sedutora -, por esse cabelinho bem arrumado, enfim, por você. Ei príncipe, eu te amo ok?

Parabéns, não só pelo seu aniversário, mas pela pessoa que você é. Vocêmerece tudo isso que você tem e muito mais! ” Nas horas boas ou ruins, quando precisar de mim, estarei por perto.. ” Perto, e ao mesmo tempo longe, MUITO LONGE. Mas nem essa distancia toda atrapalha o que eu sinto por ti, e com todas as letras eu digo: EU TE AMO ARTHUR AGUIAR, OBRIGADA, DE CORAÇÃO, POR EXISTIR! ♥

Só eu amo quando eles dizem “jura”?



LuAres, sobrevivemos á tudo e isso e muito mais!

LuAres, sobrevivemos á tudo e isso e muito mais!

Meu amor pelos rebeldes é igual ao número 8, se deitar vira infinito.